<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">
	<channel>
		<title>Site pessoal</title>
		<link>http://chagas.ucoz.com.br/</link>
		<description>Blog</description>
		<lastBuildDate>Sun, 25 Aug 2013 01:07:31 GMT</lastBuildDate>
		<generator>uCoz Web-Service</generator>
		<atom:link href="http://chagas.ucoz.com.br/blog/rss" rel="self" type="application/rss+xml" />
		
		<item>
			<title>A DOLOROSA BUSCA DA PERFEIÇÃO</title>
			<description>&lt;div&gt;&lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h6&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h1&gt;&lt;hr style=&quot;text-align: justify; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: middle; letter-spacing: 0px; font-size: 18pt;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(0, 191, 255);&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: rgb(135, 206, 250);&quot;&gt;A DOLOROSA BUSCA DA PERFEIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377392760211&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Da-dolorosa-busca-da-perfeicao&amp;amp;size=m&amp;amp;text=A%20DOLOROSA%20BUSCA%20DA%20PERFEI%C3%87%C3%83O&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Da-dolorosa-busca-da-perfeicao&quot; class=&quot;twitter-share-button twitter-count-none&quot; title=&quot;Twitter Tweet Button&quot; data-twttr-rendered=&quot;true&quot; style=&quot;width: 59px; height:...</description>
			<content:encoded>&lt;div&gt;&lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h6&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h1&gt;&lt;hr style=&quot;text-align: justify; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: middle; letter-spacing: 0px; font-size: 18pt;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(0, 191, 255);&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: rgb(135, 206, 250);&quot;&gt;A DOLOROSA BUSCA DA PERFEIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377392760211&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Da-dolorosa-busca-da-perfeicao&amp;amp;size=m&amp;amp;text=A%20DOLOROSA%20BUSCA%20DA%20PERFEI%C3%87%C3%83O&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Da-dolorosa-busca-da-perfeicao&quot; class=&quot;twitter-share-button twitter-count-none&quot; title=&quot;Twitter Tweet Button&quot; data-twttr-rendered=&quot;true&quot; style=&quot;width: 59px; height: 20px;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O preposto da empresa chegou muito cedo para a reunião. Perguntei se havia madrugado, e ele explicou o motivo do seu excesso de zelo profissional. Conhecia-se a si mesmo muito bem. Tinha verdadeira obsessão por cumprimento de prazos. Quando recebia uma incumbência daquela natureza - representar a empresa como preposto - perdia o sossego, entrava imediatamente em estado permanente de ansiedade e tensão. Só de pensar em pensar na possibilidade de atrasar um minutinho sequer era motivo de desencadeamento de pânico, com suor frio e at&amp;eacute; tremor no corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao receber a determinação da diretoria da empresa, para comparecer, como representante, na reunião com o sindicato, entrou em parafuso, e não conseguiu mais dormir, por quase uma semana.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A fim de não correr o risco de se dirigir a local errado, havia, num de seus dias de folga do trabalho, comparecido à Superintendência e visitado a sala indicada no expediente do convite. Informou-se a respeito do possível condutor da reunião, viu-o na seção, cumprimentou-o, verificou os meios de acesso ao terceiro&amp;nbsp;&lt;a title=&quot;Click to Continue &amp;gt; by Text-Enhance&quot; id=&quot;_GPLITA_0&quot; href=&quot;http://cordeiromeloadvogados.com/?u=a-dolorosa-busca-da-perfeicao#&quot; in_rurl=&quot;http://i.tracksrv.com/click?v=QlI6NDI0ODc6ODk1OmFuZGFyOmJmMmZjOWZjZGRhZjEwNDY2NTg5MzNjMWQ5YWY4YTg2OnotMTM1Ni0yNzk5MTk6Y29yZGVpcm9tZWxvYWR2b2dhZG9zLmNvbTo1NDI3MDo1ODU2YWRkZmZkNmNhMjc1NmI3NGYwYzgxZGY0OGQ2ODoxMzc3MzkyNzY4NDQ1&quot;&gt;andar&lt;/a&gt;, os elevadores e a escada lateral e, assim, teve a tensão aliviada um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A família, maior vítima de seu comportamento, o aconselhava a abrir o jogo com a empresa, contar esse aspecto de sua natureza, a fim de o pouparem de encargos estressantes. Mas ele não achava conveniente nem oportuno chatear os superiores com problemas pessoais. Não tinha o direito de exigir reconhecimento de suas limitações. Aliás, não se reconhecia com nenhum problema; era apenas excessivamente responsável e isso não constituía defeito nem problema. Segundo ele, a família não estava senão exagerando, quando pedia para não aceitar encargos de alta responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo sim pelo não, mostrava-se, no dia do encontro, bastante ansioso, no corredor da recepção, andando de um lado para outro, consultando frequentemente o relógio, bebendo água sem necessidade e at&amp;eacute; fumando compulsivamente. Encaminhamo-lo à sala de reuniões. A mesa não estava ainda preparada. Comportava vários objetos jogados ao acaso: livros, pap&amp;eacute;is, pastas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para susto nosso, organizou toda papelada, sem misturar os assuntos, como se já conhecesse a rotina de trabalho. Pegou cada bloco de papel, arrumou-os e os pôs um ao lado do outro, todos milimetricamente nivelados e em distâncias rigorosamente iguais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando vi aquilo, me desconcertei, porque a desarrumação - um tormento para ele - era, para mim, apenas uma desorganização organizada; mentalmente, eu sabia onde estava cada documento. Cuidei de tirá-los de cima da mesa. Ele fez questão de ajudar, pedindo-me licença para ele mesmo organizá-los, no armário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parecia feliz e satisfeito com a mesa vazia. Quando a moça da limpeza apareceu, pediu um paninho para limpar a poeira da superfície. Insistiu em limpar. Depois ajeitou as cadeiras, uma ao lado da outra, os p&amp;eacute;s na linha de divisão de uma carreira de azulejo, no assoalho, para garantir perfeito emparelhamento. Percebeu um leve desnivelamento na mesa de reuniões, em comparação com o centro da sala, e fez um pequeno ajuste, para a direita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei se foi beber água porque tinha sede ou para aprumar uma toalhinha de papel sobre o bebedouro, onde deixou os copos, em perfeito alinhamento, bem no centro do fundo do garrafão. Na volta ao seu lugar, na mesa, corrigiu a posição de um calendário de parede e posicionou uma caneta bem no centro da mesa. Eu, sinceramente, jamais percebi coisa alguma errada na posição daquele calendário e menos ainda da caneta.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sentiu-se perturbado pela configuração interna do grande armário, aberto em sua frente, com livros e pastas de tamanhos diferentes emparelhados na mesma prateleira, e perguntou se poderia fechar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não foi uma das melhores reuniões. Se eu tivesse oportunidade de conversar com os dirigentes da empresa, pedir-lhes-ia não mais enviar aquele preposto. Percebíamos sua visível perturbação com os papeis e canetas manuseados pelos participantes da mesa redonda. Em plena reunião, preocupou-se em alinhar objetos de pessoas próximas a ele, e at&amp;eacute; mexeu no processo, em frente ao mediador, aprumando-o um pouquinho para a esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num pequeno intervalo para confecção da ata,quando os presentes se levantaram para relaxar um pouco, caminhando pela sala ou indo ao banheiro, ele aproveitou para fazer uma nova arrumação nas cadeiras e um novo pequeno ajuste na posição da mesa, deslocada da posição original pela inquietação dos participantes, com batidas de pernas, solavancos e gestos bruscos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A julgar pelo seu incômodo, nossa sala devia estar precisando de uma grande arrumação, quer nos grandes quer nos pequenos detalhes. Não o vi tomando caf&amp;eacute;, mas organizou os objetos no local onde &amp;eacute; servido, aliás, em cima de um frigobar;deve ter achado aquilo de p&amp;eacute;ssimo mau gosto,embora nada tenha comentado.Posicionou a garrafa no centro de uma peça de alumínio,entre duas fileiras de copos e xícaras,dispostos em ordem determinada pelo tamanho de cada um.Desencostou da parede um lado de um grande sofá azul, conferiu o alinhamento da parede de madeira pr&amp;eacute;-fabricada e deve ter sofrido muito por não ter podido arrumar os objetos no local de trabalho de nossa única colega - ausente, no momento - Eram fotografias de pessoas e santos pregadas, sem ordem, na parede.Talvez tenha presumido tratar-se de um local muito privativo e o deixou intacto.Ou talvez algu&amp;eacute;m lhe tenha advertido sobre o risco de mexer ali, naquele espaço tão bem demarcado, na ausência de sua dona.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto se digitava a Ata da reunião, ele aprumou a mesinha do computador e empurrou um pouquinho para trás a tela do monitor. Recolheu os clipes dispersos, acomodou-os na caixinha própria e a colocou em perfeita simetria com o canto da mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Levou uma eternidade para ler a ata. Conferiu, com minúcia irritante, particularidades dispensáveis e sem relevância. Viu uma vírgula fora do lugar e outra faltando. Enxergou um espaço duplo. Solicitou colocar um &quot;A&quot; com acento de crase depois da palavra &quot;referente&quot;, a fim de atender requisito indispensável de regras de regência nominal; por outro lado, mandou suprimir o mesmo acento na frase &quot;visa à fazer&quot;, por completa desnecessidade, pois antes de verbo não há crase, ensinou sem cerimônia. Solicitou a correção da hora de início da reunião. De forma geral, registra-se sempre um número redondo; no caso, quatorze horas; exigiu a correção para quatorze horas, vinte minutos e doze segundos. Descobriu erro na configuração do texto. As larguras das margens fugiam do padrão recomendado e em outros aspectos de fonte e alinhamento não atendiam as regras da ABNT.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dispusemo-nos a corrigir todas as imperfeições, mas houve uma reação generalizada dos demais participantes. Consideravam as observações totalmente descabidas e sem importância. Em vista disso, apressamos a assinatura da ata. Todos se despediram, com verdadeira pressa, menos nosso exterminador de desarrumação&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Inconformado com a edição do texto da Ata, disse ficaria bastante feliz se o corrigíssemos. Não havia nenhuma objeção de nossa parte. No entanto, não poderíamos mais apanhar as assinaturas dos já ausentes. Tudo bem, uma cópia corrigida, mesmo sem tais assinaturas, lhe satisfaria.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fomos ao computador e editamos o texto conforme as medidas e correções sugeridas por ele. Perguntou se não estava incomodando e se lhe seria permitido demorar mais um instante, at&amp;eacute; arrumar sua pasta. &amp;nbsp;Não, não, não está incomodando em nada – respondi -, mas vou lhe encaminhar a um lugarzinho mais tranqüilo. Lá, ele travou uma luta renhida, por mais de meia hora, com sua papelada, tentando arrumá-la por ordem de tamanho, data e vencimento, cada pacotinho dolorosamente organizado e circundado por uma liga de borracha e depois colocado em divisórias de plástico, por assunto, em sua pasta.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao final, despediu-se com um caloroso aperto de mão. Parecia bastante satisfeito; ou, dizendo melhor, parecia realmente envolto numa aura de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dr. Sagahc &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class=&quot;ohs-artigo-texto&quot; style=&quot;float: right; width: 677px; font-family: arial, verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content:encoded>
			<link>http://chagas.ucoz.com.br/blog/a_dolorosa_busca_da_perfeicao/2013-08-25-11</link>
			<dc:creator>chagas</dc:creator>
			<guid>http://chagas.ucoz.com.br/blog/a_dolorosa_busca_da_perfeicao/2013-08-25-11</guid>
			<pubDate>Sun, 25 Aug 2013 01:07:31 GMT</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>POLIGLOTA DE UMA SÓ FRASE</title>
			<description>&lt;div&gt;&lt;h1&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br style=&quot;font-size: 24pt;&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;POLIGLOTA DE UMA SÓ FRASE: ”PARLEZ-VOUS FRANÇAIS, MONSIEUR?&quot;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377392574823&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dpoliglota-de-uma-so-frase_-parlez-vous-francais_-monsieure-&amp;amp;size=m&amp;amp;text=POLIGLOTA%20DE%20UMA%20S%C3%93%20FRASE%3A%20%E2%80%9DPARLEZ-VOUS%20FRAN%C3%87AIS%2C%20MONSIEUR%3F%22&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dpoliglota-de-uma-so-frase_-parlez-vous-francais_-monsieure-&quot; class=&quot;twitter-share-button twitter-count-none&quot; title=&quot;Twit...</description>
			<content:encoded>&lt;div&gt;&lt;h1&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br style=&quot;font-size: 24pt;&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;POLIGLOTA DE UMA SÓ FRASE: ”PARLEZ-VOUS FRANÇAIS, MONSIEUR?&quot;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377392574823&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dpoliglota-de-uma-so-frase_-parlez-vous-francais_-monsieure-&amp;amp;size=m&amp;amp;text=POLIGLOTA%20DE%20UMA%20S%C3%93%20FRASE%3A%20%E2%80%9DPARLEZ-VOUS%20FRAN%C3%87AIS%2C%20MONSIEUR%3F%22&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dpoliglota-de-uma-so-frase_-parlez-vous-francais_-monsieure-&quot; class=&quot;twitter-share-button twitter-count-none&quot; title=&quot;Twitter Tweet Button&quot; data-twttr-rendered=&quot;true&quot; style=&quot;width: 59px; height: 20px;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;A meu ver, o estudo de, pelo menos, uma língua estrangeira devia ser uma exigência obrigatória nos currículos escolares. Não há necessidade de justificar assertiva tão óbvia. A informação &amp;eacute; uma das ferramentas de desenvolvimento mais poderosas, na atualidade. Basta comparar as modernas empresas do ramo de informatização com as ainda gigantescas multinacionais clássicas do com&amp;eacute;rcio e da indústria.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Ainda estamos reivindicando, em nosso país, a inclusão, no universo dos alfabetizados, de quatorze milhões de analfabetos clássicos ou funcionais. Contudo, independente dessa luta pela erradicação do analfabetismo, temos de nos empenhar sempre pela melhoria de qualidade do nível de educação formal em todas as instâncias escolares.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Necessitamos de uma revolução educacional urgente, a exemplo de países atualmente no topo da lista dos mais desenvolvidos, como Japão e Cor&amp;eacute;ia do Sul.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Em instância pessoal, creio eu, o cidadão tem a responsabilidade de melhorar a si mesmo, pois, melhorando-se, pessoalmente, termina elevando a m&amp;eacute;dia de qualidade em nível coletivo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Façamos a nós mesmos o seguinte desafio: vou aprender, pelo menos, as línguas do meu continente. Teremos, então, o português, o inglês, o espanhol, o francês e o holandês. Não &amp;eacute; pouco, mas &amp;eacute; possível.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Fiz o longo preâmbulo acima para contar dois episódios folclóricos relacionados a idiomas estrangeiros.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O primeiro se deu no Banco do Brasil, onde trabalhei por mais de uma d&amp;eacute;cada. Havia, lá, como talvez ainda haja, hoje, serviços demandados por estrangeiros, desde a importação e exportação de mercadorias at&amp;eacute; o simples câmbio de moedas, no qual o turista comum trocava&amp;nbsp;&lt;a title=&quot;Click to Continue &amp;gt; by Text-Enhance&quot; id=&quot;_GPLITA_0&quot; href=&quot;http://cordeiromeloadvogados.com/?u=poliglota-de-uma-so-frase_-parlez-vous-francais_-monsieure-#&quot; in_rurl=&quot;http://i.tracksrv.com/click?v=QlI6MzM0MDk6NDY5OnNldSBkaW5oZWlybzowNDYzNzI0MWFhMzE4YjhmNmIzZmVlMzkzZDEyNWM4OTp6LTEzNTYtMjc5OTE5OmNvcmRlaXJvbWVsb2Fkdm9nYWRvcy5jb206NDg5NjQ6MTE3NjI2OGViZTQwY2I4MWYwZjFmYzY3ZGYzOWQ0NDI6MTM3NzM5MjU4Mjk5NA&quot;&gt;seu dinheiro&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e cheques de viagem, de qualquer valor, pela moeda corrente nacional, para as despesas diárias.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Mas, para quem não sabe, há, nos bancos, um recurso de compra e venda de moedas estrangeiras, chamado arbitragem, pelo qual se compra numa praça, no exterior, vamos dizer New York e, imediatamente, vende-se em outra, Japão, por exemplo. As diferenças de taxas de câmbio permitem ganhos consideráveis, dependendo do volume negociado; em geral, são grandes cifras, pois as diferenças de cotação entre moedas, de regra, são muito pequena.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Um dia apareceram, no banco, um japonês e um alemão interessados numa operação de arbitragem. O japonês - soube-se depois - falava, al&amp;eacute;m de sua língua, o português, com pouco sotaque. O alemão falava tamb&amp;eacute;m japonês e português, alem de sua língua, &amp;eacute; obvio. Nosso gerente falava apenas português e olhe lá. Desejavam comprar marco alemão, na praça comercial de Nova York, com dólar, e vendê-lo em Frankfurt, por uma cotação maior. Esperavam um lucro de setenta mil dólares.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Não se sabe por qual motivo de falta de comunicação entre eles, estabeleceu-se, no momento de se apresentarem, uma verdadeira babel de línguas. O gerente estava interessado em praticar seu inglês precário e forçou a barra para utilizá-lo naquela oportunidade.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Então, o japonês começou a falar em alemão. O cidadão germânico traduzia para o português; o nosso gerente, em retorno, falava em português, traduzido para o japonês, pelo germânico, e assim foram em frente.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Não se entendiam bem, como esperado, em função de complicados termos t&amp;eacute;cnicos, de difícil tradução, mas, aos poucos e com muita paciência, foram vencendo etapa por etapa da difícil conversação, com a ajuda de muitas anotações escritas, gestos e mímicas. O esforço era imenso.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;A certa altura, o gerente foi chamado para uma diligência rápida de sua exclusiva competência. Aí aconteceu o incidente folclórico. Aproveitando a ocasião, o japonês perguntou, em português perfeito, sem sotaque, se havia a disponibilidade de um cafezinho; o gerente do banco, surpreendido pela clareza da pronúncia, perguntou se ele falava português; o nipônico confirmou; morava, há algum tempo, no Brasil e falava e entendia bem o idioma pátrio. O germânico, tamb&amp;eacute;m surpreso, inquiriu sobre o motivo de estarem falando com tradução simultânea, se todos falavam português sem dificuldade; ningu&amp;eacute;m soube explicar, senão por um sorrisinho sem graça. E o mais incrível: enquanto tomavam o cafezinho, chegaram a se entender, perfeitamente, na nossa bela língua.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Na despedida, riram muito de si mesmos. O alemão creditou o incidente na conta das armadilhas da globalização. E contou um fato semelhante acontecido com ele, nos anos de sua juventude. Quando estudava, dividiu um quarto de república de estudante com um russo. Nessa &amp;eacute;poca, já falava muito bem a língua japonesa, por conta de ter morado um bom tempo, no Japão, como representante de uma empresa alemã. O russo, quase pelo mesmo motivo, tamb&amp;eacute;m falava a língua nipônica. Contudo, apesar de morarem juntos só se descobriram conhecedores de um idioma comum quase dois meses depois de se encontrarem, quando, então, acabou toda a dificuldade e todo constrangimento das tentativas de se fazerem entender por gestos e mímicas.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Nosso gerente tamb&amp;eacute;m narrou um incidente constrangedor, provocado por ele mesmo. O banco tinha comunicados padrões, nas principais línguas estrangeiras, usados em todas as grandes agências do país. O gerente, achando muito extensa, num dos comunicados padrão, a informação aos turistas da existência de serviço de compra e venda de moedas estrangeiras, aventurou-se a lançar mão de seu inglês de principiante e resumiu um dos comunicados à seguinte frase: &quot;We had foreign currencies” – nós tínhamos moedas estrangeiras. Devia ter escrito, no lugar de had, a palavra have – temos. O turista, muito prático, de raciocínio rápido e perspicácia afiada, chegava, lia &quot;tínhamos” e ia embora. Naquela manhã não houve operações de câmbio, at&amp;eacute; algu&amp;eacute;m perceber algo muito estranho, fora da normalidade, e descobrir a frase de despiste.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O segundo episódio aconteceu na nossa Seção de Trabalho, responsável pela tramitação de Pedidos de autorização de trabalho estrangeiro, no Brasil.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Como temos observado, ao longo de nossa convivência com estrangeiros, quando eles se deparam, em outro país, com algu&amp;eacute;m dotado de conhecimento de sua língua, mesmo precário, abrem um largo sorriso e se sentem invadidos pelo sentimento de estarem em casa.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Sabendo disso, a gente se empenhava ao máximo e fazia o possível para entender e dar respostas em frases feitas, de manuais de cursos rápidos de idiomas.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Houve uma remoção de servidores e recebemos um colega, designado a trabalhar no serviço de recepção de estrangeiros. Procurou logo aprender de cor algumas expressões idiomáticas, bem como perguntas e respostas padronizadas, de uso diário. Gostou muito da pergunta &quot;parlez-vous français, Monsieur?”&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Uma tarde, final de expediente, lá entra um francês. Nosso colega se ajeitou, na cadeira, limpou a mesa e ficou esperando. Uma oportunidade de testar os conhecimentos. O cidadão aproximou-se, meio indeciso, balançando a cabeça e ficaram os dois cara a cara, olho no olho, analisando-se mutuamente, mas vacilantes, com o terrível medo de iniciar uma saudação de cumprimento e não ser entendido. Na indecisão, o colega arriscou: &quot;parlez-vous français, Monsieur?&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O estrangeiro esboçou aquele largo sorriso de satisfação, abriu a guarda, fez um gesto de abraço, puxou uma cadeira para se sentar mais próximo do nosso poliglota, cumprimentou-o com um fervoroso &quot;Oui, Monsieur, je suis français” e disparou a expor sua demanda, numa cadência atropelada e sem pausa.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O colega, olho arregalado, procurava mentalmente uma palavra para dizer não conhecia daquele idioma senão a única frase &quot;parlez-vous français, Monsieur?” e não conseguia e o francês falando acaloradamente e sem parar.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Foi quando chegou algu&amp;eacute;m com um pouco mais de conhecimento do idioma e disse: &quot;Mon ami ne parle pas français, Monsieur”.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Oui, mais Il a parl&amp;eacute; três bien – disse o francês - e elogiou muito a perfeição da pronúncia do colega.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- Mas ele só sabe falar essa frase, senhor – algu&amp;eacute;m fez observar.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;E o Francês, muito educado e gentil, arrematou:&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- Cela n&apos;a pás d&apos;importance. Pour moi, Il parle très bien. Traduzindo: isso não tem importância; para mim, ele fala muito bem.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;E tudo terminou numa grande confraternização de fim de tarde de sexta-feira.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Não &amp;eacute; nenhum dem&amp;eacute;rito não falar outra língua al&amp;eacute;m da materna. Por&amp;eacute;m, como fator distintivo de cultura e qualificação profissional e como chave mestra de abertura de janelas e portas sociais, &amp;eacute; imprescindível saber, pelo menos, um segundo idioma. Portanto, coloquemos a nós mesmos o desafio intelectual: vou aprender a falar, pelo menos, duas ou três &amp;nbsp;línguas do meu continente.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Dr. Sagahc.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class=&quot;ohs-artigo-texto&quot; style=&quot;float: right; width: 677px;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;6&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content:encoded>
			<link>http://chagas.ucoz.com.br/blog/poliglota_de_uma_so_frase/2013-08-25-10</link>
			<dc:creator>chagas</dc:creator>
			<guid>http://chagas.ucoz.com.br/blog/poliglota_de_uma_so_frase/2013-08-25-10</guid>
			<pubDate>Sun, 25 Aug 2013 01:05:28 GMT</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>TRIBUTO AO FLUMINENSE, NA MEDIAÇÃO.</title>
			<description>&lt;div&gt;&lt;h2 class=&quot;ohs-secao-artigo&quot; style=&quot;text-align: left; float: left; width: auto; font-weight: normal; font-size: 18pt; font-family: Georgia; color: rgb(255, 255, 255); margin: -85px 0px 0px; padding: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;Blog&lt;/h2&gt;&lt;div class=&quot;ohs-artigo-texto&quot; style=&quot;float: right; width: 677px; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;TRIBUTO AO FLUMINENSE, NA MEDIAÇÃO&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; float: right; margin: 0px 0px 20px 30px; clear: right;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377390086274&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dtributo-ao-fluminense-na-media%25E7%25E3o&amp;amp;size=m&amp;amp;text=TRIBUTO%20...</description>
			<content:encoded>&lt;div&gt;&lt;h2 class=&quot;ohs-secao-artigo&quot; style=&quot;text-align: left; float: left; width: auto; font-weight: normal; font-size: 18pt; font-family: Georgia; color: rgb(255, 255, 255); margin: -85px 0px 0px; padding: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;Blog&lt;/h2&gt;&lt;div class=&quot;ohs-artigo-texto&quot; style=&quot;float: right; width: 677px; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;TRIBUTO AO FLUMINENSE, NA MEDIAÇÃO&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; float: right; margin: 0px 0px 20px 30px; clear: right;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377390086274&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dtributo-ao-fluminense-na-media%25E7%25E3o&amp;amp;size=m&amp;amp;text=TRIBUTO%20AO%20FLUMINENSE%2C%20NA%20MEDIA%C3%87%C3%83O&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dtributo-ao-fluminense-na-media%2525E7%2525E3o&quot; class=&quot;twitter-share-button twitter-count-none&quot; title=&quot;Twitter Tweet Button&quot; data-twttr-rendered=&quot;true&quot; style=&quot;width: 59px; height: 20px;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Eu já havia constatado o recurso de invocar o nome do time do coração de algu&amp;eacute;m como um poderoso meio de me aproximar, com mais segurança e aceitação, dessa pessoa e estabelecer imediatamente, com ela, um forte laço de amizade. Contei esta experiência antes. Não custa repetir agora. Em resumo, &amp;eacute; o seguinte: quando meu cachorro era vivo, eu passeava com ele duas vezes ao dia; pela manhã, antes de sair para o trabalho, e à tardinha, quando retornava.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Enfrentava muito protesto de moradores das ruas por onde passava; atribuíam injustamente ao meu cão a existência de trilhas de fezes nas frentes de suas casas, quando, na verdade, os autores eram os vira-latas abandonados, zanzando pelo bairro dia e noite. Não adiantava contestar. Precisavam descarregar a raiva ou alguma frustração e nos escolhiam como alvo, embora todos vissem o meu cuidado de levar o animal pelas proximidades de áreas de capim ou terrenos baldios, para puxá-lo pela coleira, quando demonstrasse mínimos sinais de querer satisfazer necessidades fisiológicas.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Para o período da tarde, encontrei uma solução infalível, para me furtar aos protestos das mulheres, sentadas nas calçadas, ao anoitecer, velho costume ainda em voga nos bairros humildes da velha Manaus. Transferi o passeio para o horário da novela das sete. Era como passear num deserto. Ningu&amp;eacute;m nas ruas. At&amp;eacute; os homens estavam entretidos com a novela.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Pela manhã, por&amp;eacute;m, fui procurando alternativas de soluções para cada situação específica.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Em relação a um proprietário de uma loja de construção civil, pela frente da qual eu tinha de passar obrigatoriamente, pude verificar o enorme poder do vínculo de solidariedade entre torcedores do mesmo time de futebol.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O homem era uma fera e me surpreendia nas horas mais imprevistas; desenvolveu a obsessão de me recriminar. Eu quase tremia quando o avistava, na esquina, empertigado e olhando fixo em minha direção. Eu não podia cortar caminho e levava o desaforo para casa. Atribuía ao meu cachorro a culpa pela sujeira em frente de seu estabelecimento e pelo cheiro de urina no canto do seu portão de ferro. Uma grande injustiça. A rua era infestada de vira-latas. O meu andava preso à coleira. Sua raiva chegava ao ponto de blindar a si mesmo contra qualquer argumento racional. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Um dia, por&amp;eacute;m, lá vou eu quando o vejo ordenando cadeiras e mesas em frente a um aparelho de televisão, na calçada da loja. Estava montando um palco para o clássico de logo mais. Eu sabia de seu amor incondicional pelo fluminense. Quando me viu, largou tudo e ficou esperando. Mas eu me antecipei à reação dele, exclamando:&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;-Nosso timão vai arrebentar hoje!&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;-Qual o seu time? – perguntou – ainda com a cara amarrada.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;-O fluminense, &amp;eacute; claro, qual outro poderia ser? Não quero nem saber qual &amp;eacute; o adversário – respondi.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Uma aura de felicidade tornou-se visível em seu rosto. Apressou-se em me convidar a assistir ao jogo junto com a torcida organizada do bairro, da qual era presidente; prometeu reservar uma cadeira para mim e não me preocupasse com a cerveja; tudo era por sua conta.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- Mas eu estou com o cachorro – disse eu.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- Se &amp;eacute; por isso, fica tranquilo; tenho um lugarzinho para ele ali na varanda; não vai ser incomodado at&amp;eacute; o final partida.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- Mas ele pode defecar e sujar sua casa – ponderei.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- De forma nenhuma, companheiro; temos pá e vassoura para limpar.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;- Vamos combinar o seguinte: vou deixar o cão em casa e retorno.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Ele insistiu muito para eu ficar, me deu um abraço, mas resolvi ir, com a verdadeira intenção de retornar, pois não podia de forma alguma perder a oportunidade de fazer amizade com ele.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Em casa, liguei a televisão, tomei um banho, comi alguma coisa leve, coloquei uma roupa esportiva e, para azar, quando me preparava para sair, o fluminense tomou um gol; em seguida, outro.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Fiquei aguardando a virada; não veio; o time adversário fez mais um gol; o fluminense reagiu, no segundo tempo, meteu dois goles, mas não teve tempo de virar o jogo; o placar foi 3/2 para o adversário.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Não fui mais. Tive medo de ser acusado de p&amp;eacute; frio pela torcida inflamada, doida para pegar um bode expiatório. Eu não seria maluco de me infiltrar no meio daquele bando enlouquecido, com o time perdendo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Ao passar por lá, no dia seguinte, desculpei-me por não ter retornado; aleguei chateação com o primeiro gol. Ele aceitou as desculpas e ficamos conversando; deu-me a posição do time no ranking do campeonato; confiava piamente na grande possibilidade de ganhar dos quatro adversários seguintes e explicou o motivo da derrota naquele jogo. Atribuía a derrota ao fato de o adversário ter jogado com doze em campo: os onze jogadores e o ladrão do juiz.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;A partir daí, nunca mais tive problemas de passar em frente de seu estabelecimento. Era at&amp;eacute; difícil fugir de seu cerco. Tinha de ficar ouvindo seus comentários sobre os programas esportivos das madrugadas e me esforçava para acompanhar as tabelas de jogos, para não cair em contradição. Quando o fluminense perdia, eu evitava passar por lá por alguns dias, mas quando o encontrava, sempre estava otimista e com f&amp;eacute; inabalável na vitória no próximo jogo. Num dos nossos últimos encontros, tomei conhecimento de uma sua decisão de foro íntimo e de natureza macabra.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Confiar aquele segredo a mim já era prova de uma amizade incondicional. Era o seguinte: por ocasião de um jogo memorável do seu time, conseguiu o autógrafo de todos os jogadores, numa bandeira. Como ato de última vontade, estava determinado: a bandeira devia ir com ele, na sua última viagem.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Não tive mais dúvidas. O amor por um time, para alguns, &amp;eacute; como um sentimento religioso. Vi isso novamente confirmado numa mesa de negociação. Uma empresa foi convocada, a pedido de um sindicato, para discutir descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O proprietário chegou visivelmente irritado; reclamou do horário da reunião, da dificuldade de estacionamento na área e asseverou não querer conversar com o sindicato; a empresa era sua e lá sindicato não mandava não. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Procuramos explicar-lhe a finalidade da Mediação, a possível concessão de prazo para regularização de itens incorretos e nada. Continuava intransigente, a cara amarrada, olhar de rejeição ostensiva.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Uma feliz coincidência reverteu todo esse quadro negativo. O Mediador - como fez com todos com quem se encontrou naquela manha - abriu a reunião fazendo comentários sobre o gol do Fred, seu craque, na noite anterior.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O diretor do sindicato vibrou na hora, balançando os punhos e aclamando o nome do time. O empresário, fluminense doente, esboçou um sorriso triunfante, e entrou a mostrar os pontos fortes e fracos do time; não estava gostando da defesa; o ataque estava bom, mas precisava melhorar; discorreu sobre as muitas viagens, com a família, para assistir aos jogos do tricolor e, por fim, queria saber o motivo da reclamação. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;O confronto terminou descambando para um ato de confraternização. O diretor do sindicato abriu mão de alguns itens reclamados e, para os mais graves, sugeriu um prazo para solução, a perder de vista.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Para coroar o encontro com um desfecho espetacular, o Mediador disse conhecer o filho do empresário. Pronto. A festa estava completa. &quot;Meu garoto tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; fluminense”- apressou-se em dizer o pai coruja. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Ao final, após a assinatura da ata, todos se cumprimentaram, como verdadeiros irmãos e saíram abraçados da sala, lembrando uns aos outros a data e hora do próximo jogo do time do coração.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Para mim, não restava mais dúvidas. Parece ser regra geral, para o desfecho feliz de uma negociação, a tática de dizer torcer pelo mesmo time do adversário ou declarar conhecer um membro de sua família. Quebra imediatamente a parede de gelo e, sem dúvidas, um deles se apressa em iniciar o diálogo, já sugerindo uma proposta de solução, com toda boa-f&amp;eacute;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; style=&quot;color: rgb(30, 144, 255);&quot;&gt;Dr. Sagahc. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;font size=&quot;2&quot; style=&quot;color: rgb(75, 75, 77);&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content:encoded>
			<link>http://chagas.ucoz.com.br/blog/tributo_ao_fluminense_na_mediacao/2013-08-25-7</link>
			<dc:creator>chagas</dc:creator>
			<guid>http://chagas.ucoz.com.br/blog/tributo_ao_fluminense_na_mediacao/2013-08-25-7</guid>
			<pubDate>Sun, 25 Aug 2013 00:26:33 GMT</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>CHEIRO DE CREOLINA E A PICADA DE CABA</title>
			<description>&lt;h3 class=&quot;ohs-artigo-titulo&quot; style=&quot;display: inline-block; width: 677px; margin: 0px 0px 10px; font-size: 20px; color: rgb(75, 7, 13); border: none; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;CHEIRO DE CREOLINA E A PICADA DE CABA (MAIS UMA HISTÓRIA SOBRE MEDIAÇÃO DE CONFLITOS TRABALHISTAS)&lt;/h3&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-family: arial, verdana; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-family: arial, verdana; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); float: right; margin: 0px 0px 20px 30px; clear: right;&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377389214859&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dcheiro-de-creolina-e-a-picada-de-caba-mais-uma-histria-sobre-medio-de-conflitos-trabalhistas&amp;amp;size=m&amp;...</description>
			<content:encoded>&lt;h3 class=&quot;ohs-artigo-titulo&quot; style=&quot;display: inline-block; width: 677px; margin: 0px 0px 10px; font-size: 20px; color: rgb(75, 7, 13); border: none; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;CHEIRO DE CREOLINA E A PICADA DE CABA (MAIS UMA HISTÓRIA SOBRE MEDIAÇÃO DE CONFLITOS TRABALHISTAS)&lt;/h3&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-family: arial, verdana; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-family: arial, verdana; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); float: right; margin: 0px 0px 20px 30px; clear: right;&quot;&gt;&lt;iframe allowtransparency=&quot;true&quot; frameborder=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1375828408.html#_=1377389214859&amp;amp;count=none&amp;amp;id=twitter-widget-0&amp;amp;lang=en&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dcheiro-de-creolina-e-a-picada-de-caba-mais-uma-histria-sobre-medio-de-conflitos-trabalhistas&amp;amp;size=m&amp;amp;text=CHEIRO%20DE%20CREOLINA%20E%20A%20PICADA%20DE%20CABA%20(MAIS%20UMA%20HIST%C3%93RIA%20SOBRE%20MEDI%C3%87%C3%83O%20DE%20CONFLITOS%20TRABALHISTAS)&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fcordeiromeloadvogados.com%2F%3Fu%3Dcheiro-de-creolina-e-a-picada-de-caba-mais-uma-histria-sobre-medio-de-conflitos-trabalhistas&quot; class=&quot;twitter-share-button twitter-count-none&quot; title=&quot;Twitter Tweet Button&quot; data-twttr-rendered=&quot;true&quot; style=&quot;width: 59px; height: 20px;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-family: arial, verdana; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: rgb(75, 75, 77); font-family: arial, verdana; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;font-size: 14pt; color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;A Seção de Relações do Trabalho, mais conhecida pela sigla SERET, órgão da estrutura administrativa da Superintendência Regional do Trabalho, tem, como uma de suas atribuições, dar encaminhamento a demandas para as quais não há um órgão específico, na Superintendência, para acolhê-las. O cidadão comum, após peregrinar pelos vários setores, se não encontra um competente, para acolhimento de sua demanda, &amp;eacute; enviado à SERET. Lá, analisado o assunto, terá o devido encaminhamento, quer seja ou não de nossa alçada. Não sendo, damos todos os esclarecimentos necessários ao interessado, a fim de ir seguro, na instância própria. Às vezes &amp;eacute; quase um atendimento de assistência social, tão humilde e desinformado &amp;eacute; o contribuinte.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Na SERET, recebemos todo tipo de pessoas comuns, profissionais e autoridades com o mesmo respeito e interesse. Com mais frequência, somos procurados por pessoas humildes. Uma vez e outra, aparecem alguns tipos populares excêntricos, com manias esquisitas. Não &amp;eacute; de estranhar. Uma amostra da sociedade sempre vai representar a sociedade toda, com seus defeitos, tipos, excentricidades. Lá temos uma boa amostra. Alguns são atendidos e nunca mais aparecem. Outros tiveram a pendência solucionada com rapidez e acreditam nessa eficiência em todas as outras demandas futuras; viram fregueses e, assim, com a convivência diária, passamos a conhecê-los muito bem. Não há como não guardarmos algum episódio folclórico de suas vidas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Um desses personagens, seu Juvenal, não há como esquecer, pois a lembrança dele tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; olfativa. Entrou pelas narinas. Ningu&amp;eacute;m o aguentava quando adentrava a Seção, com seu cheiro insuportável de creolina. E não escondia. Tomava mesmo banho com creolina. Quando deixava a Seção, era preciso purificar o ambiente com algumas latas de bom ar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Aprendeu a denunciar empresas para as quais trabalhava sem Carteira de Trabalho assinada. Não se sabe quais vantagens tirava disso. Uma das empresas nos deu uma pista. Sem Carteira assinada, negociava um salário maior, at&amp;eacute; o dobro ou triplo do piso da categoria. O empregado, imediatista, não pensa no futuro, numa possível necessidade de beneficio previdenciário e opta pelo trabalho melhor remunerado na informalidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Mas um dia demos um ultimato. Não chamaríamos mais empresas para as quais trabalhasse sem Carteira de Trabalho assinada. Ele desapareceu por um bom tempo. Quando retornou, foi para reclamar de demissão por justa causa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Convocada a empregadora, do ramo de transporte de cargas, o proprietário justificou os motivos da dispensa. Foi pressionado, pelos demais empregados, a proibir os banhos com creolina do colega de trabalho. Não tanto pelo incômodo de seu contato pessoal, quanto pelo odor ácido nos banheiros, nos estofados das boleias dos caminhões e no refeitório.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Seu Jos&amp;eacute; recebeu a ordem expressa de não chegar fedendo ao trabalho e ainda de não tomar banho com o veneno, nas instalações da empresa. Não cumpriu a determinação. Alegou motivos de foro íntimo, privacidade, intimidade, sobre os quais a empresa não podia ter ingerência. Era um costume antigo, tradição secular de sua família, banhar as crianças com aquele pesticida, recomendado para todo tipo de doenças: pele, piolho, bicho do p&amp;eacute;, vermes e, adicionalmente, como repelente de carapanã, na região insalubre de sua infância pobre.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Perguntado, na reunião, ele ratificou não poder abandonar os banhos. Se não se banhasse com o veneno – acreditava nisso piamente – adoeceria. Já havia passado pela má experiência de não se banhar assim e sofreu consequências.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Aquele era um caso atípico e in&amp;eacute;dito para nós, apesar de já termos visto tanta coisa estranha. Na verdade, a justa causa estava fundamentada na insubordinação de não cumprir uma ordem superior expressa. Por outro lado – perguntamos - a empresa tem a prerrogativa de invadir a vida privada de um empregado, com uma exigência dessa esp&amp;eacute;cie, proibindo uma tradição de família?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Deixamos bem claro para a empresa. Apesar de não havermos encontrado, na jurisprudência pesquisada, caso semelhante, a dispensa por aquele motivo poderia ensejar indenização por danos morais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;O proprietário da empresa ponderou e, para evitar mais contratempos, converteu a dispensa por justa causa em sem justa causa. Estava disposto a qualquer acordo; só não queria mais sentir cheiro de creolina. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Numa outra ocasião, conseguimos novamente a revisão de uma justa causa aplicada a Seu Jos&amp;eacute;. Ele acusava a empresa de não lhe ter prestado socorro por ocasião de um acidente de trabalho ocorrido nas instalações da empresa. Um caso in&amp;eacute;dito, na literatura do trabalho.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Segundo ele, encontrava-se urinando, numa calha de alumínio, num banheiro precário, no fundo das instalações da empresa, onde passava um igarap&amp;eacute; fedorento, quando foi picado por uma caba, justamente na glande do seu &quot;pinguelinho&quot;. A princípio, não deu muita importância ao ocorrido, mas, pouco tempo depois, o local foi inchando, inchando; à noite, em casa, tomou seu famoso banho de creolina e sentiu umas pontadas agudas na área afetada. Dois dias depois, mal podia mexer as pernas. Para evitar faltas não justificadas, passou a exigir a emissão de CAT.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Como era de se esperar, a empresa não acreditou na sua versão e exigiu provas. Ele não as apresentou, de nenhuma natureza, sequer testemunhais. Portanto, acusou-o de estar forjando uma armação e o demitiu, apressando, assim, a decisão já tomada semanas atrás de demiti-lo pelo cheiro de creolina.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Promovemos uma mediação. Na discussão do assunto, as objeções da empresa eram razoáveis. De fato, nem nós mesmos estávamos inclinados a dar cr&amp;eacute;dito àquele relato tão surrealista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;No entanto, fizemos a empresa ver tratar-se de acidente de trabalho caso fossem verídicas as razões do empregado. Não havia testemunhas, &amp;eacute; verdade, mas havia um atestado m&amp;eacute;dico, com o registro da gravidade do inchaço, causado possivelmente, conforme a observação do m&amp;eacute;dico, por picada de animal peçonhento, e a recomendação de quase um mês de afastamento do trabalho. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;O representante da empresa resistiu. Admitia, com reservas, a possibilidade da picada de uma caba, mas daí a ter sido na empresa, não passava de uma armação grosseira. Apresentou um argumento forte, logo contestado por especialistas. Achava impossível uma caba se aproximar de uma pessoa com cheiro forte de creolina. Um m&amp;eacute;dico, no entanto, levantou a hipótese de a caba, perturbada pelo cheiro de veneno, ter perdido o senso de orientação e, em voo incerto, se chocado com a glande exposta. Sentindo o objeto mole, flácido, fedorento, deixou o seu ferrão encravado, numa reação de puro instinto de defesa. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Conhecendo bem o histórico de diabruras do incorrigível Juvenal, esforçamo-nos para não parecermos tendenciosos ou parciais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Foi quando o inesperado veio em nosso auxilio. Numa ação rápida e instintiva, o nosso Jos&amp;eacute; se levantou e, no meio da sala, ameaçou abrir a braguilha da calça, para mostrar a todos a prova do crime.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Houve um protesto unânime. Alguns ameaçaram deixar a sala. Como agravante, o cheiro de creolina empestava o ambiente, incomodando a respiração. Fizemo-lo dissuadir de propósito tão desatinado. A um, não contribuía em nada a exibição de seus documentos, pois a questão não era o inchaço e sim a prova de a picada ter ocorrido na empresa. A dois, o mau cheiro da parte externa do seu corpo deixava presumir a existência de uma fedentina ainda maior na região do inchaço, com creolina fermentada, por semanas sem lavagem. Ningu&amp;eacute;m quis passar pela experiência de ver aquilo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Pelo sim, pelo não, houve um apressamento do desfecho. A empresa o dispensou sem justa causa e abonou as faltas. Ele, em contrapartida, prometia desistir da CAT, mesmo porque estava se recuperando rapidamente e, ainda, porque àquela altura dos acontecimentos, não mais teria, junto à pericia do INSS, a confirmação da gravidade da inflamação, &amp;nbsp;a ponto de merecer o benefício de auxílio-acidente. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; font-family: arial, verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; style=&quot;color: rgb(0, 0, 205);&quot;&gt;Dr. SAGAHC &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</content:encoded>
			<link>http://chagas.ucoz.com.br/blog/cheiro_de_creolina_e_a_picada_de_caba/2013-08-25-6</link>
			<dc:creator>chagas</dc:creator>
			<guid>http://chagas.ucoz.com.br/blog/cheiro_de_creolina_e_a_picada_de_caba/2013-08-25-6</guid>
			<pubDate>Sun, 25 Aug 2013 00:19:23 GMT</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>DEFINIÇÃO DE MEDIADOR EM SONETO</title>
			<description>&lt;H2&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;DEFINIÇÃO DE MEDIADOR EM SONETO &lt;/SPAN&gt;&lt;/H2&gt;
&lt;H2&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/H2&gt;
&lt;H2&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 18pt&quot;&gt;O MEDIADOR&lt;/SPAN&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;/H2&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Ele &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;eacute; aquela figura tão antiga &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Quanto o homem o &amp;eacute;, no mundo cão. &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Na guerra mais atroz, na tola briga, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Sempre oferecendo outra opção, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Pra eliminar impasses, buscar saídas.&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Homem de f&amp;eacute;, paladino do perdão, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Neutro nas batalhas, frio nas intrigas, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12...</description>
			<content:encoded>&lt;H2&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;DEFINIÇÃO DE MEDIADOR EM SONETO &lt;/SPAN&gt;&lt;/H2&gt;
&lt;H2&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/H2&gt;
&lt;H2&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 18pt&quot;&gt;O MEDIADOR&lt;/SPAN&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;/H2&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Ele &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;eacute; aquela figura tão antiga &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Quanto o homem o &amp;eacute;, no mundo cão. &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Na guerra mais atroz, na tola briga, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Sempre oferecendo outra opção, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Pra eliminar impasses, buscar saídas.&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Homem de f&amp;eacute;, paladino do perdão, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Neutro nas batalhas, frio nas intrigas, &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Acreditando sempre na conciliação.&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Aquele de postura a mais serena,&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;No meio do tiroteio de iras e rancor; &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Ele jamais se altera e sempre acena &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Com uma bandeira sem pátria e cor. &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;No impasse, nunca diz &quot;não vale a pena” &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;E continua insistindo, crente e só. &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;Dr. Sagahc&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt&quot;&gt;.&lt;/SPAN&gt; &lt;/DIV&gt;</content:encoded>
			<link>http://chagas.ucoz.com.br/blog/definicao_de_mediador_em_soneto/2013-06-03-5</link>
			<dc:creator>chagas</dc:creator>
			<guid>http://chagas.ucoz.com.br/blog/definicao_de_mediador_em_soneto/2013-06-03-5</guid>
			<pubDate>Mon, 03 Jun 2013 18:23:28 GMT</pubDate>
		</item>
	</channel>
</rss>